Minerês

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Pão di Quejo!
Óóóó, Minas Gerais!
Uai, sô!
Esti artigu foi iscrito pur um Minerim... I si ele ainda num tá compreto é purquê o disgramado deve di tá cumendo um Pão di Quejo ou a Tua Mãe, purque "Mineiro come quieto!"!!!

Cquote1.png Uai bi back Cquote2.png
Exterminador do Futuro sobre Minerês
Cquote1.png Cadê o cara brabo que come todo mundo? Cquote2.png
Carioca e ou paulista nervoso com medo de mineirin
Cquote1.png Tô só isperando ocê acarmar pra ti carcar o ferro sô? Cquote2.png
Minerin respondendo sobre Sexo
Cquote1.png ês pêns qui u ôns é dêis Cquote2.png
Eles pensam que o onibus é deles em minerês
Cquote1.png Po pô pó? Cquote2.png
Mineiro perguntando para outro mineiro se ele pode por pó
Cquote1.png Pó pô Cquote2.png
Mineiro respondendo ao amigo dizendo que sim
Cquote1.png But... why do you always say that "uai"? What the hell´s "uai"? Cquote2.png
Turista gringo visitando Minas Gerais
Cquote1.png Uai, sô! uai é uai, uai! Cquote2.png
Mineiro respondendo ao turista


Minerês
Minerês "Mneres"
Falado em: Minas Gerais (somente no centro oeste, o sul fala paulistanês, o norte baianês e perto do Rio fala-se o dialeto carioquês) e Estado do Triângulo, ocasionalmente também no Projac da Globo
Total de falantes: obviamente a população do centro oeste mineiro
Classificação genética:Latim
Proto-Itálico
Português Galáctico
Português
Brasileiro


Mineirês

SIL: MNR


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A nossa sátira autorizada, a Wikipédia, tem um artigo sobre: Minerês.

O Mineirês (Mneres) é um dialeto do Português, falado em Minas Gerais e no Estado do Triângulo uai (mas não diga isso pra qualquer triangulino, porque muitos não gostam muito de outros "países"). Cê nunca ouviu falá, não ? Sê bêsta sô, vai istudá intão, uai! Vamo cabá cuessaprozalogoevamocaça um jeito de trabaiá!

Cquote1.png Fârrtaru cinc ûai ai pa ficâ cetîn uai Cquote2.png
Mineiro pensando que sabe falar certo

Índice

[editar] Origens

Como todas as línguas que, ao se desenvolverem no interior de um continente, perdem as influências da matriz, o português de Minas Gerais se distanciou do "S" alveodental carioca, que foi legado direto de Portugal, das vibrantes e líquidas dos paulistas que, foram legadas da Itália, e do "cantado" baiano, legado de inúmeros dialetos africanos. Resultou daí que, uma vez distante de tais influxos colonialistas, o mineiro inventou um jeito próprio de falar. O mesmo fenômeno pode ser percebido na língua Inglesa na Inglaterra, onde nas terras centrais das Midlands, alguém mais desavisado ao ouvir o Inglês de York Sure pensara ter chegado em algum país da Europa Central. O mesmo acontece com os mineiros: engolem letras, com preguiça de dizer o resto, possuem inflexões assustadoras e gírias absolutamente locais, mas a frase ganha em economia e sonoridade, e, claro, incompreensibilidade.

O Mineirês é facilmente reconhecivel por quem fala português (muito embora não entenda o que está sendo dito), e só sabe falar mineirês quem é mineiro. Uma interjeição foi legada da Inglaterra quando do governo de Pedro II, no expansionismo ferroviário brasileiro: com a Inglaterra sempre presente na implantação dos trens em Minas Gerais, o interrogativo "Why?" passou a ser falado como "Uai!" no mesmo sentido de "por que?", mas como interjeição. Se você reparar bem ao ouvir mineirês autêntico, poderá substituir os uai por interjeições de "por que?". Outro legado anglosaxão foi a própria palavra "train" que passou a figurar como "trem", uma ideia de qualquer amontoado de coisas (trem de pouso, trem de ferro, trem de doido).

As regras do uso da preguiça para cortar as palavras se assemelha a regra inglesa no interior da ilha: por exemplo, a frase inglesa "Do not forget to put on your flat cap", típica de York Sure, é normalmente falada com o som de "du no fogoh tu pa ton io fla ca", tal como as reduções do mineirês, o que deixa desesperados aqueles que achavam que sabiam falar inglês só torcendo a língua como os americanos. Esquisitamente, a mesma frase em ingles é falada em Minas Gerais com sotaque de Brighton, a terra da Rainha, na versão "Do Not forget to put on THY flat cap". Isso é principalmente devido as inúmeras escolinhas caras de inglês para menininhas e menininhos metidinhos que acham que sabem inglês até cairem na real.

Cquote1.png TREINCOMPRICADU SÔ! CREINDOSPADI NUNINTENDI NADA!NADA MEMO!!! Cquote2.png
Mineiro mostrando sua extrema sabedoria
(mineirinho após ler o texto acima)

[editar] Estrutura falatorial/linguística - o diminutismo do mineirês

Os mineiros são, basicamente, a fusão de paulistas com cariocas (se é que isso é possivel, porque há ódio recíproco por ambos os povos). Entenda porquê:

▬ Eles possuem o 's' assoVIADO dos paulistas, como em 'seca', mesmo no final das palavras. ▬ Eles possuem o 'r' escarrado dos cariocas, como em 'ronco', mesmo no final das palavras. ▬ Eles tem a pressa do paulista, e a preguiça do carioca, o que gerou um dialeto quase incompreensivel, onde tudo é dito rapidamente e abreviado.

Os mineiros sempre foram conhecidos por seus hábitos sovinas austeros, ou seja, todo mineiro gosta de economizar em tudo que pode, principalmente nas conversas. Isso gerou o hábito milenar de cortar as sílabas das palavras para economizar saliva e tempo de pronúncia. Afinal para quê ficar falando uma palavra enorme, se é suficiente falar algumas sílabas principais?

Além da regra da preguiça fonética (o ato de cortar palavras), e com exceção do vocabulário elementar da língua (que será visto logo abaixo), o mineirês costuma se caracterizar pelo largo uso da regra do diminutismo, também chamada de diminutização prosal. O uso do dialeto é mais forte na região de Belorizonte e apresenta variações dentro do estado conforme cê vai deslocando.

De acordo com tal regra, toda palavra ou expressão que admitir seu uso no diminutivo será usada no diminutivo, sem exceções.

Exemplos palavras e expressões no diminutismo:

Por esse diminutivo no minerês existe uma alteração da regra gramatical não existindo o gerúndio, sendo substituído pelo gerûno.

Exemplos de gerûno:

[editar] O uso do verbo pronominal no minerês

O hábito de economizar saliva e tempo no minerês se aplica também ao uso dos verbos pronominais. Quem não é de Minas Gerais (ou não descende de mineiros) e ouve pela primeira vez um mineiro falando, tem a impressão de que o indivíduo faz uso, em sua fala, de verbos transitivos diretos e se esquece dos objetos diretos. É certo também que os goianos entendem perfeitamente o mineirês, visto que o goianês tem origens comuns com o dialeto mineiro, ambos surgidos em circunstâncias praticamente idênticas.

Na verdade, o mineiro e o goiano têm por costume utilizar os verbos pronominais suprimindo o pronome oblíquo átono que lhe deveria acompanhar para enfatizar quem praticou a ação. O hábito de engolir os pronomes oblíquos átonos que acompanham os verbos pronomianis causa estranheza aos não-mineiros, pois isso não é comum em outros estados brasileiros. O indivíduo fica esperando o mineiro completar a frase, mas a frase já acabou.

Esse mau hábito é próprio de todos os mineiros, mesmo daqueles que fizeram graduação, uma dezena de especializações, mestrado, doutorado e pós-doutorado em língua portuguesa. Por esse motivo, muitas pessoas que vão a Minas Gerais acabam pensando: "Meu Deus! Será que sou eu que falo errado ou é todo mundo aqui nesse Estado?" Alguns não-mineiros que estudam em Minas Gerais até aderem ao hábito, pois pensam: "Até meu professor fala assim... não deve ser errado... eu que aprendi errado e falei errado a vida toda".

Exemplos de supressão do pronome oblíquo átono no mineirês:

Quem não está adaptado ao mineirês se pergunta: "O que foi que ele formou ano passado?" Na verdade, o mineiro quis dizer: Eu me formei ano passado, pois quem forma, forma algo ou alguém, e se a pessoa forma a si mesmo, ela se forma.

Quem não está adaptado ao mineirês se indaga: "Será que ele está me achando com cara de músico ou de palhaço? Pois, quem anima festa é músico ou palhaço." Na verdade, o mineiro quis dizer: Vai ter uma festa amanhã, amigo. Você se anima?

Quem não está adaptado ao mineirês fica pensando: "Quem foi que ele assustou hoje de manhã?" Na verdade, o mineiro quis dizer: Cara, hoje de manhã eu me assustei.

Quem não está adaptado ao mineirês fica pensando: "Porra! quem está incomodando é ele. Eu sou o incomodado nessa história!" Na verdade, o mineiro quis diser: Velho, eu vou ligar o som um pouquinho. Você se incomoda?

[editar] O verbo "Toco"

É o verbo mais importante dentro da classe gramatical mineirês. Existem especialistas que defendem a ideia que a sua importância para o mineirês é similar ao verbo "to be" para o inglês.

"Toco" é o verbo que exprime uma ação/vontade do próprio mineirin (de si mesmo para ele próprio!!).

Conjugação Verbal - nupresenti (exemplo):

Eu toco fome. cê taco fome. ele taco fome. nóis tamoco fome. ceis tãoco fome. eles tãoco fome.

"Toco" também exprime também alguns atos simples do mineirin:

Ele tocofogo, ele tocoviola, ele toconela, ele tocouma (neste último caso há um belo exemplo de uma ação desesperadora do mineirin: ele tocoumapréla!)

"Toco" expressa também questionamento do mineirin:

Quem toconeu? Quem tocoqüele? (Tem até um livro que vendeu horrores: "Quem toconumeuquejo?")

É um verbo especial que não tem infinitivo (se você é burro provavelmente esqueceu que é aquela merda do "ar", "er" e "ir") e é pronuciado junto com a próxima palavra da frase.

Exemplo: Eu tocofome.

[editar] Vocabulário Elementar

[editar] Pronomes

[editar] Apresentações

[editar] Vendo as Horas

[editar] Cumprimentos

[editar] Pedindo Informações

[editar] Lugares

[editar] Fazendo Compras

Quêjo prus minêro é qui nem arroiz pro japonêis.

[editar] A família

obs: para todos os casos acima pode ser acrescido o sufixo "ducéu" quando indicar interjeição de grande espanto devido a acontecimento ou caso ligado ao interlocutor. Por exemplo: meufiiducéu!!!, miafíaducéu!!!

[editar] O Tempo

Então veja na prática um mineirim daqueis prusiando:

Cquote1.png Istrudia, achu qui era antonti ou ansdionti ou era sápassado? Minto. Nu séssetembru passado lembrei argóra! Bão quióração? Tá cum jeidichuva, quánahora, dexoí, sêsquivem eu vórto e nóis proseia mais um cadim. Cquote2.png

[editar] Conversa informal

[editar] Dentro de casa

[editar] Geografia

[editar] Localidades em Belo Horizonte (uns lugá di Belzonte)

[editar] Termos característicos

[editar] Vocabulário Avançado

[editar] Anatomia, Medicina e Patologia

[editar] Algumas obras famosas lançadas em Minerês

Cada vez mais a grande mídia, atenta ao crescimento do uso do minerês no estado de Minas Gerais e no mundo, vem lançando os principais filmes, livros e outras mídias, com versões disponíveis nesse idioma (legendado e dublado).

Abaixo a lista de algumas obras famosas já lançadas com versões em minerês.

[editar] Exemplo de texto

(leia com pausas somente nos pontos)

Esturdia cumpai Tumé contô qui u Zé chegô tardi in casa tontim qui nem gambá moiadu i a Maria num quissabê dicunversá e sentô a mão na cara du infiliz. Ele inté qui quis dizê qui tava trabaianu inté mais tardi mas uns cumpanhero de sirviço tinha passado preguntanu pru ele. Ah, vixe santa o Zé ficô dirrubado i apanhô inté debacho duis suvaco. Deu no rádindagorinhamês. Cê iscutô? Ela inté falô qui vai largá deli.

Tradução:

Um dia desses o compadre Tomé contou que o José chegou tarde em casa, bêbado como um gambá, e a Maria não quis saber de conversa e lhe deu um tapa no rosto. Ele até tentou dizer que havia estado trabalhando até mais tarde, mas uns colegas de trabalho haviam passado perguntando por ele. Ah, Santa Virgem! O José ficou deprimido como quem levou uma surra daquelas que fica doendo até nas axilas. Deu no rádio agora mesmo. Você ouviu? Ela até disse que vai se divorciar dele.

Um exemplo mais extremo (Mineirês de Barbacena)

Sapassado era sessetembro taveu na cuzinha tomanu ua picumel e cuzinhano um kidicarne co mastumate pra fazê uacarronada coa galinssada. Quascaí de susto, quano ouvi u barui vindidenduforno, pareceno um tidiguerra. A receita mandopô midipipoca denda galinha prassá. U forno isquentô, mistorô tudim e o fiofó da galin ispludiu!! Nossinhora! fiquei branco quinein u lidileite. Foi um trem doidimais!! Quascaí dendapia! Fiquei sensabê doncovinha, proncoía, oncotava e queimcoéra.

Óiprocevê quelucura!!! Grazadeus ninguém simaxucô!

Tradução:

Sábado passado (eram sete de Setembro) eu estava na cozinha tomando uma pinga com mel e preparando um quilo de carne com extrato de tomate para fazer um macarrão com galinha assada. Quase caí de susto quando ouvi um ruído que vinha de dentro do forno, parecendo artilharia de guerra. A receita dizia que era para pôr milho de pipoca dentro da galinha para assar. O forno esquentou, o milho estourou e a cloaca da galinha explodiu. Nossa Senhora! Fiquei branco como leite. Foi algo muito estranho. Quase caí dentro da pia. Fiquei sem saber de onde vinha, para onde ia ou onde estava. Veja só que loucura. Graças a Deus ninguém se feriu.


[Um mineiro é tao mineiro que... quando vê um Trem de ferro (locomotiva, ou como preferirem) ele fala com a esposa...

ô muié pega os trem ai ki a coisa inveim lah!!!]

[editar] Gastronomia

[editar] Macarrão mineiro ao "áiói"

Gridienti:

Modifazê:

ficuma dilíça cumelete! Mió intão cumpanhado cum SÓDINHA!

[editar] Bolindipoirvíi

Gridienti:

Modifazê:

É bão cum dossdileiti tumen!!!

[editar] Môi di carnimuida di Repôi nu Ai i Ói

Gridienti:

Góra si ocê qué sabê cumé qui fais – préstenção - nota aí:

Pega o negóss de soca aí, casca u ái, pica u ái e soca o ái cum sali. Quenta o ói inté ficá quintin; foga o ái. Pica o repôi bemmm finimmm, fóga o repôi. Poim a mastumati, Mexi cá cuié pra fazê o môi. Dêxa fervê um cadiquimmm só, qui é pra módi ingrossá o cárdu e dá sustança. Prontin. Agora é só cumê.

O trem é bão dimais, mais cuidado sô, é bão soprá sinão ocê Vai quemá us beiçu. O negóço desce queimando guéla abaxu. Isturdia mêss méu cumpadi hizé sapecô a língua inté istalá o zói di ardê. Bão dimais!!! Prendi com a cumadi bastiana lá pras banda di Congonhá. Até casei cuadanada!

[editar] Falantes Ilustres

[editar] Exemplos didáticos


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