Desnotícias:Homem de Maceió tinha 151 peças de metal no corpo

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MAXIÓ, Blasíl -

Um homem de lá em Maceió tinha não uma, nem duas, mais sim 151 peças de metal no corpo, seu nome é real: Josueliton, que lembra Joselito do Hermes e Renato. Ao todo, foram tirados do estômago desse ser maluco: entre elas estavam 54 parafusos (quatro deles grandes), 31 pedaços de lâminas de barbear, 22 chaves, oito moedas, um relógio, quatro fusíveis, um pedaço de ímã e uma tesoura pequena, além de pregos, molas, agulhas e outros pequenos pedaços de objetos. Esse homem tem 28 anos.

Para o médico, a explicação para ele ter permanecido vivo durante tanto tempo pode estar no ímã retirado do estômago dele. "Ajudou muito, pois os objetos foram se agrupando e não desceram para o intestino, onde poderia perfurar o trato intestinal, já que existiam objetos pontiagudos e cortantes. Se isso tivesse ocorrido, ele daria entrada com um quadro diferente do que apresentou", contou.

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De acordo com o boletim médico divulgado na noite desta quinta-feira, Josueliton deu entrada no Hospital "com cerca de três quilos de metais no estômago, constatado por endoscopia e radiografia. Foi realizada cirurgia (laparatomia exploradora) para retirada do material". Ele está acordado e se encontra internado isolado dos demais pacientes em uma enfermaria. Ainda segundo os médicos, há suspeita de que ele sofra de esquizofrenia.

Josueliton permanece internado por tempo indeterminado. Procurado pelo Desnotícias de Alagoas, a assessoria de comunicação do HGE informou que o paciente informou que não queria falar com os jornalistas. Nenhum familiar acompanha Josueliton no hospital. Nesta quinta-feira, ele recebeu a visita de duas pessoas, que não se identificaram ao serviço social do HGE.

Agora ele fica no hospital do Alagoas enquanto na Bahia, um garoto está com agulhas, como todo mundo sabe.

Em 32 anos de carreira, o cirurgião que cuida dele conta que nunca viu um caso similar e acredita que pode se tratar de um recorde nacional. "Vamos preparar para publicar o caso e fazer um levantamento na literatura médica e saber se há casos assim. O que é comum são crianças que engolem uma moeda, um brinquedo por exemplo. Mas uma quantidade dessas é espantosa", disse.

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