Desnotícias:Sebastián Piñera anuncia que vai cortar três zeros da moeda chilena, que mudará de nome passando de Peso para Condor

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SANTIAGO, Chile

Depois de o governo de Michelle Bachelet implementar a bizarra ideia do redondeio para contornar o alto custo da emissão das insignificantes moedas de 1 peso e 5 pesos, que eram verdadeiros pesos mortos no dia-a-dia dos chilenos, o presidente Sebastián Piñera anuncia, a partir do Palácio de La Moneda a intenção de mandar um projeto de lei para mudar la moneda chilena, que vem sendo o peso desde os tempos do governo de Augusto Pinochet.

A nova moeda, que seria equivalente ao montante de 1.000 pesos chilenos se chamaria Condor e usaria como símbolo a letra K ao lado do atual símbolo de $, considerando o fato de que o termo Condor é uma transliteração do termo kuntur (que é a denominação utilizada em quéchua para o animal conhecido como Condor-dos-andes) e também o fato de que a letra k minúscula tem o significado de quilo no SI, o que tornaria mais fácil o entendimento por parte dos chilenos menos habituados que o valor de um condor seria equivalente a mil pesos.

Com tal mudança, o Chile também voltaria a utilizar os centavos como divisão da moeda, atitude abandonada desde 1984 quando o valor irrisório dos centavos do peso então circulante passaram a ser de valor tão irrisório a ponto de serem completamente desconsiderados para efeitos contábeis, apesar de as moedas já terem deixado de ser emitidas desde 1979.

No entanto, as novas moedas com os valores de 1, 5, 10 e 50 centavos passariam a coexistir em equivalência com as atuais moedas de 10, 50, 100 e 500 pesos respectivamente até que as moedas de peso sejam tiradas de circulação. É estudada a possibilidade de lançamento de uma moeda de 20 centavos (equivalente a 200 pesos) com vistas a facilitar o troco e agilizar o processo de substituição das atuais moedas de peso.

Além disso, seriam emitidas novas cédulas com os valores de 1, 2, 5, 10 e 20 condores, que substituiriam as atuais cédulas de 1.000, 2.000, 5.000, 10.000 e 20.000 pesos, sendo que a possível emissão de uma nova cédula no valor de 50 condores ou mesmo da substituição da atual cédula de 1.000 pesos por uma moeda com o valor de 1 condor ainda são foco de estudo por parte do Banco Central de Chile.

Há críticas por parte de alguns grupos da esquerda chilena pelo fato de o termo condor remontar a enfadonha Operação Condor, mantida pelos governos militares da América do Sul no sentido de fazer com que eventuais opositores aos governantes de então fossem mortos e escondidos de forma que ficassem por anos desaparecidos e sem identificação. No entanto, há o fato que de 1925 a 1959 o Chile utilizou um sistema bimonetário utilizando duas denominações em suas cédulas e moedas, sendo colocadas em todas as cédulas e moedas com valor a partir de 5 pesos sua equivalência em "condores", sendo que o "condor" então era equivalente a 10 pesos, sendo que tal terminologia foi abandonada quando da introdução do Escudo como moeda chilena em 1960.

A esperança é que tal mudança recupere a confiança dos chilenos na moeda local, que vem passando por um forte processo de depreciação, bem como que isso reduza os custos do Banco Central com a emissão das moedas, em especial da moeda de 10 pesos, cujo custo de produção hoje é mais que o dobro de seu valor de face.


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